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Caminhos Incas: veja como funcionam as trilhas de Machu Picchu

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Visitar o santuário arqueológico de Machu Picchu, no Peru, é uma experiência mística. Porém, chegar até lá por meio de uma trilha pode fazer a viagem ser ainda mais especial e intensa. E quem não estiver disposto a caminhar por dias não precisa abrir mão da experiência de repetir caminhos percorridos pelos incas, já que a trilha para Huayna Picchu, por exemplo, que sai de Machu Picchu, dura cerca de duas horas.

O Qhapaq Ñan, que significa Caminho Real em quéchua, era uma rede de estrada que interligava os territórios do antigo Império Inca, que se expandia por áreas hoje ocupadas pela Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e Argentina. Atualmente, apenas alguns trechos do caminho estão abertos para turismo. A trilha inca, que vai de Cusco à Machu Picchu, é um deles.

O melhor momento do ano para encarar a trilha é de abril a outubro, época mais seca. O frio, no entanto, pode ser um problema, especialmente nos trechos mais altos do trajeto. Por isso, é preciso caprichar no planejamento da viagem. Em geral, o tour costuma ser programado com cinco meses a um ano de antecedência, já que é permitida a entrada de apenas 500 pessoas por dia na trilha. Já o ingresso para a subida a Huayna Picchu deve ser adquirido com pelo menos dois meses de antecedência.

O trajeto clássico da trilha inca dura quatro dias e três noites. Ele começa em Piscacucho, no km 82 da estrada de ferro à margem do rio Urubamba, que leva a Águas Calientes, povoado mais próximo de Machu Picchu. Também é possível entrar na trilha um pouco mais à frente, em Qorihuayrachina, no km 88. Esse roteiro tem cerca de 45 km e passa por ruínas incas e belas paisagens. Há também roteiros mais curtos, de dois dias, que saem do km 104 da estrada.

O ponto mais alto é Warmihuañusca, a mais de 4.200 metros de altura, e o trajeto até lá é o trecho mais difícil do percurso. Chá ou Folhas de coca e pastilhas medicinais vendidas nas farmácias peruanas são essenciais para driblar o soroche, o mal da altitude.

Os tours costumam incluir de seis a oito horas de caminhada por dia. A pausa para o repouso noturno é feita em acampamentos. Na opção Infinity, pacote de luxo da CondorTravel, o trajeto é feio em quatro dias e três noites. O tour permite o contato com a natureza em uma versão conforto com direito a camas, serviço de massagem e aperitivos. O pacote inclui equipamento de acampamento de luxo, chuveiro portátil com água quente, barraca para massagem, refeições gourmet e acompanhamento de guia e carregadores de bagagem experientes.

Outra opção oferecida pela empresa é a trilha feita em cinco dias e quatro noites. O passeio é iniciado em Piscacucho, passando pelas ruínas de Llactapata, pela cidade inca de Huayllabamba, por Llulluchapampa, pela montanha Warmiwañusca, pelo vale Pacaymayo, por Runkuracay, pelas ruínas de Sayacmarca, por Chaquicocha, Phuyupatamarca, Wiñaywaya, Inti Punku ou Porta do Sol e Machu Picchu.

A caminhada independente não é mais permitida. Para fazer a trilha e entrar em Machu Picchu é preciso comprar os ingressos pelo site oficial. O trajeto precisa ser percorrido em grupo compartilhado ou privativo. Normalmente as empresas de turismo se responsabilizam pela maior parte dos equipamentos e mantimentos, mas é necessário se informar sobre os detalhes de tudo que deve ser levado. Em geral, o turista se responsabiliza por levar apenas uma mochila com artigos pessoais. Independentemente da previsão do tempo leve sempre roupas para calor e frio. Protetor solar e repelente também são indispensáveis.

Trilha alternativa

O caminho de Salkantay é uma alternativa mais confortável para a trilha inca tradicional. Apesar de não possuir calçamento inca ou sítios arqueológicos, o caminho também era percorrido pelos incas. O ponto mais alto da trilha, que dura pelo menos cinco dias, fica a 4.600 metros de altitude, o que requer fôlego. Mesmo assim é um caminho considerado mais fácil do que a trilha inca.

O ponto positivo do caminho são as maravilhosas vistas, com montes nevados, matas fechadas, vales, rios e cachoeiras. Ao todo são 55 km de trilha.  Porém, o caminho não desemboca em Machu Picchu. Para chegar ao santuário os turistas normalmente pernoitam no povoado de Águas Calientes e depois seguem por uma estrada de terra até Machu Picchu. Este último trecho também pode ser feito de ônibus. Assim como acontece com a trilha inca, aqui também existe uma grande variedade de tours com mais ou menos luxo.

Huayna Picchu

Huayna Picchu, também chamada de Wayna Picchu, significa montanha nova em quéchua. Está é a montanha que aparece atrás da paisagem de Machu Picchu e ponto de onde se tem uma vista panorâmica da cidade inca. A trilha até o topo da montanha é uma boa opção para quem não está disposto ou não tem tempo disponível para fazer caminhos mais longos como a trilha inca.

A entrada para Huayna Picchu fica dentro de Machu Picchu, ao lado da pedra sagrada. Para estrangeiros o valor do ticket para Machu Picchu, com Huayna Picchu incluso, sai por 152 soles, cerca de R$ 124. A compra da entrada deve ser feita pelo mesmo site oficial de Machu Picchu com pelo menos dois meses de antecedência para evitar transtornos.

Esta é uma trilha curta, mas tem grande nível de dificuldade. A maior parte do caminho é composta por uma escadaria de pedra de degraus altos. Em alguns pontos há uma espécie de corrimão de ferro por questões de segurança. A altitude também é um fator que dificulta bastante a subida tornando o caminho bem cansativo.

Para entrar na trilha é preciso passar por um posto, onde o turista entrega o ticket e mostra o documento de identificação. Ainda é necessário assinar um livro de visitas, colocando também o horário. Na saída o mesmo processo se repete, assim é possível ter um controle do tempo que cada pessoa levou para percorrer o trajeto. Em geral, é necessário cerca de 2h30. O ponto mais alto tem cerca de 2.700 metros e uma vista estonteante.

Ponte Inca

Ao todo, sete trilhas levam a Machu Picchu, porém, por uma questão de segurança, apenas a inca permanece aberta. Uma delas contava com uma travessia pela ponte inca. Agora, ainda é possível fazer o trajeto de Machu Picchu até a ponte, mas sem atravessá-la. O caminho entre o santuário arqueológico e esse ponto costuma durar cerca de 35 minutos e garante uma bela vista do rio Urubamba. A ponte inca era estratégica para a organização e proteção da população de Machu Picchu e é considerada uma fantástica obra da engenharia incaica.

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